Seja acompanhado ou sozinho, um vinho é sempre a bebida ideal para diferentes ocasiões. Esta bebida apreciada mundialmente está presente ocupa um lugar especial na vida das pessoas e está presente na cultura, na mesa e em poesias, dando um toque especial nos momentos os quais participa.

Nesse maravilhoso mundo dos vinhos, melhor do que apreciar um vinho de qualidade, é fazê-lo conhecendo sua história, não acha? Vamos conhecer, então, um dos vinhos mais icônicos de Portugal, o Barca Velha, que carrega não apenas suas características de taninos, acidez, doçura, álcool e corpo, mas também uma rica história e marca forte presença no seu país de origem e no mundo inteiro.

Como tudo começou?

Em uma época e região em que só se fabricavam vinhos do Porto, o enólogo Fernando Nicolau de Almeida, conhecido pelo seu olfato aguçado para encontrar bons vinhos, na década de 1940, colocou em prática o seu desejo de fazer um vinho de mesa.

O caminho começou com muita dedicação em estudos de técnicas e todos os aprimoramentos possíveis, inclusive na França, e investimentos, com auxílio de uma importante empreendedora, chamada Dona Antónia Ferreirinha. Em 1952, finalmente, se deu a primeira vindima do Barca Velha.

Era um passo importante para a consolidação do seu vinho. Numa ocasião oportuna para Almeida, ele ofereceu para uma degustação o fruto de seus estudos para um especialista, que havia sido contratado pela Dona Ferreirinha para avaliar uma questão dos vinhos verdes tintos. Na ocasião, o especialista apreciou o Barca Velha de tal maneira que orientou a Dona ferreirinha a investir fortemente naquele delicioso vinho de mesa que havia provado.

No total foram três enólogos que já atuaram na produção deste conceituado vinho português: Fernando Nicolau de Almeida, José Soares Franco e o que está à frente no momento atual, o Luís Sottomayor.

Barca Velha, a origem da curiosa denominação

A Quinta do Vale do Meão, na sub-região do Douro Superior, próximo da fronteira com a Espanha, foi o palco dos primeiros passos da fabricação do Barca Velha. Naquela época, a região era praticamente toda rural e o transporte dos vinhos de uma margem para a outra dos rios era realizada por uma barca velha.

Com o passar do tempo, a região se modernizou e a barca antiga foi substituída por uma mais nova e atual. No entanto, a valorização dos primórdios da bebida aconteceu de modo tão especial que deu nome ao vinho. A maioria dos vinhedos estão localizados da Quinta da Leda, na região leste do Douro.

Vinho único e inúmeras sensações

Os vinhedos dedicados ao Barca Velha, chamados de Douro Especial, com uvas cultivadas especialmente para determinado vinho, realizam um processo de fabricação da bebida, que dura até oito anos.

Após este período e uma análise, o vinho é conceituado a ser ou não um Barca Velha. É por esta razão que não encontramos safra de todos os anos deste vinho especial. De 1952 até 2011, a última declarada, foram produzidas 20 safras.

Sendo assim, degustar um bom vinho é uma experiência carregada de significados, sentimentos e conhecimentos. Além de ser uma prática prazerosa, engloba um conjunto de muitas sensações. E com o Barca Velha, esse momento também será acompanhado de um grande e exuberante aprofundamento histórico.