Para os apreciadores de vinho, e até para aqueles nem tão familiarizados com o universo da enologia, o nome Chardonnay costuma ser bastante reconhecido.

Seja com referências na cultura pop, sendo citado em filmes, séries e revistas, ou até mesmo sendo ouvido no cotidiano das pessoas, o Chardonnay é um nome que se popularizou por fazer alusão a um dos vinhos brancos mais conhecidos e versáteis do mercado.

O que talvez nem todos saibam é que Chardonnay também é o nome da uva responsável por produzir muitos outros tipos de vinho.

Essa fruta é tão simbólica que conta até com um dia especial para celebrá-la: é o Dia Internacional da Chardonnay, comemorado na última quinta do mês de maio, geralmente dia 21 ou 27.

A data é celebrada todos os anos, desde 2010, nos Estados Unidos, como uma estratégia de marketing da indústria do vinho que tem o objetivo de estabelecer um calendário para reverenciar algumas uvas, em dias específicos.

Nos Estados Unidos, onde a homenagem foi lançada, a data escolhida para destacar a Chardonnay antecede o famoso feriado de Memorial Day.

A seguir, conheça um pouco mais sobre a história dessa uva!

Origem da Chardonnay

A Chardonnay é considerada a melhor das uvas brancas e suas origens remontam à região de Borgonha, na França, tida como a principal região produtora da fruta e local de nascimento da uva.

Sendo reconhecida desde o século XVI, quando era plantada do extremo sul de Borgonha até a região de Champagne, a Chardonnay é resultado de um cruzamento natural entre a uva Pinot Noir e a casta Gouais Blanc.

A crença é de que os romanos trouxeram para a França a espécie Gouais, fazendo com que as suas cepas fossem cultivadas no leste francês junto com as uvas Pinot Noir, tornando mais propenso esse cruzamento.

Dessa forma, a Chardonnay surgiu como fruto desse cruzamento, passando a ser identificada como uma nova espécie de uva e não mais como uma variedade.

Capacidade de adaptação

Apesar de sua origem francesa, o cultivo dessa espécie de uva branca se espalhou por todo o planeta em razão da sua fértil capacidade de adaptação.

Sendo talvez a uva mais “flexível” do mundo, ela consegue ser cultivada e produzida em diferentes solos e climas, fazendo com que esteja presente em regiões que vão da Europa até a América Central.

A sua casta pode gerar tanto vinhos leves e frescos quanto bebidas mais quentes e encorpadas. O que vai influenciar na consistência do vinho é a forma como a uva foi cultivada, assim como a maneira que os vinhos foram elaborados.

Características particulares

Como é uma uva que se adapta à região na qual é cultivada e plantada, a Chardonnay é capaz de reunir características do solo e do clima onde está localizada, realçando assim as particularidades do lugar onde é plantada.

Em locais onde o clima é mais quente, a sua produção vai gerar bebidas com mais estrutura e sabor de frutas tropicais. Já em climas mais frios, os vinhos vão se apresentar mais leves e com mais frescor.

É essa capacidade de variar sabores e aromas que torna a Chardonnay uma fruta única, já que a sua complexidade vai depender do seu local e clima de produção, sem esquecer da época do ano em que é realizada a colheita.

Prestígio e representação mundial

Uva mais utilizada e produzida no mundo, estando presente nas principais regiões vinícolas do planeta, como Espanha, Itália, Califórnia, Austrália, Chile, Argentina e Brasil, a Chardonnay expandiu as suas fronteiras de produção relativamente a pouco tempo.

Até a década de 1970, o cultivo da uva era concentrado entre os países mais antigos na produção de vinhos, especialmente na Europa.

Somente a partir dos anos 1980 é que novos países produtores da uva passaram a revelar ao mundo novos aromas e características do vinho, que não eram encontrados nas suas regiões de origem.

Com isso, as “novas” bebidas desenvolvidas, apresentando novos sabores e novas experiências de consumo, passaram a atrair cada vez mais apreciadores de vinho, fazendo com que os vinhos Chardonnay se transformassem em uma das bebidas mais cobiçadas desde então.

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